O Peso das Nossas Escolhas e a Beleza da Integridade

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O Peso das Nossas Escolhas e a Beleza da Integridade

Liderar um grupo de empresas como o nosso não é apenas gerir números, processos e pessoas. É, acima de tudo, gerir destinos, gerir famílias. Quando abrimos as portas das nossas empresas para alguém, estamos fazendo um pacto silencioso de confiança. Estamos dizendo: “Eu acredito na sua humanidade”. Por isso, quando essa confiança é rompida pelo desvio, pela sombra da desonestidade, o que sentimos não é apenas um prejuízo financeiro. É um luto. É a dor de ver um pedaço da nossa crença no ser humano ser ferido.

Recentemente, fomos confrontados com uma dessas verdades duras que a vida nos impõe. Descobrir que alguém que caminhava ao nosso lado, que estava todos os dias ao nosso lado, em uma posição de tamanha responsabilidade, escolheu o caminho do engano por tanto tempo, nos obriga a silenciar e refletir. Não sobre o dinheiro em si — pois o dinheiro vai e vem —, mas sobre o que estamos fazendo com a nossa passagem por este mundo.

Precisamos lembrar, todos os dias, que não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, mas sim almas vivendo uma experiência humana. Esta vida é uma escola breve, um sopro. E, nesta escola, existe uma lei que é mais antiga que qualquer código jurídico e mais precisa que qualquer balanço contábil: a Lei da Causa e Efeito. Nada, absolutamente nada do que fazemos, fica sem retorno no universo.

Cada decisão que tomamos, cada valor que subtraímos ou somamos, cada verdade que dizemos ou escondemos, lança uma semente no solo da nossa própria existência. Quem escolhe o caminho da sombra pode até colher frutos imediatos, mas o solo onde pisa torna-se infértil para a paz.

A desonestidade é um contrato de curto prazo com o ganho, mas um contrato de longo prazo com a angústia. O peso de esconder quem se é, o medo de ser descoberto e a erosão do próprio caráter são consequências que nenhum valor financeiro consegue compensar.

Muitas vezes, ouvimos falar sobre o perdão como se ele fosse uma borracha mágica que apaga o passado. Mas a vida é mais profunda que isso. O perdão é um ato de amor e de libertação para quem foi ofendido. Eu escolho perdoar para que o meu coração não adoeça, para que o ódio não se torne um inquilino na minha alma e para que eu possa continuar liderando com luz. O perdão me liberta do agressor.

No entanto, existe uma verdade que precisamos encarar com maturidade: o perdão do ofendido não resolve o efeito da causa.

O universo é regido por equilíbrio. Se eu lanço uma pedra ao ar, o perdão de quem está embaixo não impede a pedra de cair. A responsabilidade é o peso que equilibra a balança da vida. Perdoar o ser humano é um dever da alma. agora permitir que ele enfrente as consequências de seus atos é um dever da justiça e um ato de respeito à própria evolução daquela pessoa.

Isentar alguém das consequências de um erro grave não é bondade, é omissão. É impedir que o outro aprenda a lição que a vida está tentando lhe ensinar através da dor. Mas, no meu ponto de vista, penso que a verdade é que não é ofendido que vai ser o efeito da causa. Será o próprio destino.

Na nossa “Sala de Guerra”, na nossa convivência diária, precisamos cultivar esse equilíbrio que define a verdadeira grandeza: o compromisso com o perdão, para que não sejamos consumidos pelo veneno da vingança, e o compromisso inabalável com a responsabilidade, para que não traiamos a justiça, a nossa equipe e o futuro de todos os que jogam limpo.

A integridade não é um fardo, é um escudo. O líder que caminha na luz pode até enfrentar crises, mas ele nunca perde o seu maior patrimônio: a paz de espírito e a autoridade moral. Quando olhamos para o nosso grupo, para o Ciatos, o que queremos ver não são apenas empresas lucrativas, mas uma comunidade de pessoas que entendem que a sua conduta aqui reflete na eternidade.

Que este momento de dor nos sirva de despertar. Que possamos olhar para as nossas mãos e perguntar: “O que estou construindo com o meu trabalho? Que rastro estou deixando no mundo?”. Que a nossa resposta seja sempre a retidão. Pois, no fim da jornada, não seremos julgados pelo que acumulamos, mas pela integridade com que caminhamos e pela verdade que fomos capazes de sustentar, mesmo quando ninguém estava olhando.

Tudo o que fazemos volta para nós. Que as nossas voltas tragam apenas a paz de quem cumpriu o seu dever com honra.

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